Google passará a entregar conteúdo nos resultados de buscas

Decidido a manter a liderança mundial no mercado de buscadores, o Google testará nos próximos meses um novo formato de apresentação de resultados. De acordo com o The Wall Street Journal, o site passará a adicionar conteúdo nas buscas, como citações, fórmulas e explicações, além da lista de links. A intenção é fazer com que o usuário não precise sair da página do Google para encontrar uma resposta ou uma informação. Com isso, o site ganharia mais tempo de navegação, disputado com redes sociais como Facebook e a rede de microblogs Twitter.

A mudança já vem sendo planejada há algum tempo e deve ser uma das maiores promovidas pela companhia, e pode afetar milhões de sites que usam os resultados do buscador para aumentar as visualizações. É importante ressaltar que o site não vai alterar seu sistema de ranking de páginas. Ele utilizará dezenas de critérios para garantir a listagem por graus de importância baseada nas palavras buscadas pelo usuário.

Na verdade, a companhia quer prover resultados mais relevantes por meio da incorporação da websemântica, processo de entendimento do real significado das palavras e construção textual. Assim, será possível a associação de palavras, como “Google” a “Larry Page” e “Sergey Brin”, seus fundadores. “A busca do Google funcionará mais da maneira como as pessoas entendem o mundo”, garantiu o executivo Amit Singhal, um dos coordenadores da mudança. Ele garante que o trabalho vem sendo desenvolvido há muitos anos para entregar resultados diretos ao público. Assim, o site será capaz de responder perguntas complexas e específicas, como dar uma lista de dez nomes e não uma relação de sites ao buscar por “Quais são os dez maiores lagos da América do Sul?”, por exemplo.

Segundo uma pessoa ligada ao projeto ouvida pelo jornal americano, a websemântica pode impactar de 10% a 20% nos resultados. Essa é porcentagem estimada de usuários buscando diretamente por meio de perguntas. Vale lembrar que alguns atributos dessa tecnologia já são utilizados hoje. Ao procurar páginas utilizando o nome de um filme ou programa de TV, por exemplo, o Google dá sugestões como “atores relacionados” entre os resultados.

A estratégia pode ser consolidada com a compra da Metaweb, feita em 2010. A companhia possuía um índice de 12 milhões de entradas, como livros, empresas, celebridades, entre outros dados para indexação à interpretação websemântica. A título de comparação, a enciclopédia colaborativa Wikipedia possui hoje 3,5 milhões de entradas.

Fonte: TI Inside

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